sexta-feira, 29 de março de 2013

A Condessa Sangrenta

A Condessa Sangrenta


A Condessa Elizabeth Bathory (Erzsebet Báthory, do original), menina batuta, cresceu como uma das personalidades mais loucas do mundo, tão louca que recebeu o apelido carinhoso de " A Condessa de Sangue ou Condessa Sangrenta".

Nascida em 1560, de famílias aristocráticas da Hungria,  cresceu numa época em que as forças turcas conquistaram a maior parte do território Húngaro, sendo campo de batalhas entre Turquia e Áustria. Vários autores consideram esse o grande motivo de todo o seu sadismo, já que conviveu com todo o tipo de atrocidades quando criança, vendo inclusive suas irmãs sendo violentadas e mortas por rebeldes em um ataque ao seu castelo. Como se  já não fosse traumático o ambiente onde vivia a pequena e doce Elizabeth sofria do doenças repentinas e epilepsia acompanhadas de um comportamento de ira incontrolável. 
Apesar destes problemas era uma menina extremamente inteligente para sua época, e era poliglota, tendo fluência em Húngaro, Alemão e Latim. E por mais que tivesses prazeres sanguinários, o pior é que ela estava em plenas faculdades mentais.

Bonita, inteligente, noiva do Conde Ferenc Nadasdy, resolveu pular a cerca e engravidou de um camponês, fugiu por uns tempos para disfarçar e não por em risco o casamento; que ocorreu em maio de 1575. Seu marido era um oficial do exército que, dentre os turcos, ganhou fama de ser cruel. Quando não estava no campo de batalha, ensinava a sua querida esposa a cuidar dos seus criados indisciplinados, mesmo sem saber que estava tentando ensinar ao diabo como fazer as pessoas sentirem dor.


Elizabeth quando adulta era uma das mais belas aristocratas da época, cuja beleza lhe fazia acima de qualquer suspeita de que ela possuía um mórbido prazer em ver o sofrimento alheio. Mesmo numa época em que os castigos eram comuns para os serventes, as torturas da Elizabeth tinham potencial para ganhar uma estrela da fama no inferno. Era tão prazeroso as suas torturas que ela não se contentava com a punição dos que não cumpriam as regras, e procurava ou inventava motivos para começar uma nova tortura, sendo capaz de causar a desaprovação geral da sociedade contemporânea. Elizabeth enfiava agulhas embaixo das unhas de seus criados. Certa vez, num acesso de raiva, chegou a abrir a mandíbula de uma serva até que os cantos da boca se rasgassem. Ganhou a fama de ser "vampira" por morder e dilacerar a carne de suas criadas. Há relatos de que numa certa ocasião, uma de suas criadas puxou seu cabelo acidentalmente aos escová-los. Tomada por uma ira incontrolável, Bathory a espancou até a morte. Dessa forma, ao espirrar o sangue em sua mão, se encantou em vê-lo clarear sua pele depois de seco. Daí vem a lenda de que a Condessa se banhava em sangue para permanecer jovem eternamente.

Por volta de 1585, Elizabeth deu à luz uma menina que chamou de Anna, nove anos depois, deu à luz a Ursula e Katherina, e em 1598, nasceu o seu primeiro filho, Paul. Tirando o fato de ser maníaca sanguinária, Elizabeth era uma boa mãe e  esposa, a  julgar pelas cartas enviadas pelos seus parentes, o que era de se esperar já que os criados na sociedade da época eram tratador de forma diferente da família.

Em 1604 Elizabeth fica viúva e muda-se para Viena, onde seus atos de crueldade ficam piores e mais indiscretos. Em sua solidão Elizabeth encontrar logo uma nova companhia, Anna Darvulia, que lhe ensinou novas técnicas de torturas e se tornou ativa nos sádicos banhos de sangue. Durante o inverno, a Condessa jogava suas criadas na neve e as banhava com água fria, congelando-as até a morte. E no verão não era muito diferente, deixava a vítima amarrada banhada em mel, para os insetos devorarem-na viva. Marcava as criadas mais indisciplinadas com ferro quente no rosto ou em lugares sensíveis, e chegou a incendiar os pelos pubianos de algumas delas. Em seu porão, mandou fazer uma jaula onde a vítima fosse torturada pouco a pouco, erguendo-a de encontro a estacas afiadas. Gostava dos gritos de desespero e sentia mais prazer quando o sangue banhava todo seu rosto e roupas, tendo que ir limpar-se para continuar o ato.

Quando Darvulia adoeceu, Isabel se voltou para Erzsi Majorova, viúva de um fazendeiro local, seu inquilino. Majorova parece ter sido responsável pelo declínio mental final de Isabel, ao encorajá-la a incluir algumas mulheres de estirpe nobre entre suas vítimas às quais bebia o sangue. Em virtude de estar tendo dificuldade para arregimentar mais jovens como servas à medida que os rumores sobre suas atividades se espalhavam pelas redondezas, Erzsébet seguiu os conselhos de Majorova. Em 1609, ela matou uma jovem nobre e encobriu o fato dizendo que fora suicídio. Além disso, começou a cometer alguns deslizes, tais como deixar corpos aos arredores de sua moradia, chamando atenção dos moradores e autoridades.


Em 1610, com a frequência de suas torturas e deslizes, foi alvo de investigação, e assim abrindo uma ótima para a Coroa que, mantinha os olhos em suas terras já que seu finado marido tinha uma série de dividas com a mesma.  Em Dezembro de 1610 foi julgada e presa. E em janeiro de 1611 foi apresentada uma nova prova, um diário de anotações escritas por Elizabeth, onde listava nada mais nada menos que 650 vítimas aproximadamente. Assim foi condenada a prisão perpétua numa torre do seu próprio castelo onde não havia portas e janelas a não ser um espaço para entrada de ar e comida. Seus cúmplices foram condenados a morte.
Ficou presa até sua morte em 21 de agosto de 1614. Foi sepultada nas terras de Bathory, em Ecsed. O seu corpo deveria ter sido enterrado na igreja da cidade de Csejthe, mas os habitantes acharam repugnante a idéia de ter a "Infame Senhora" sepultada na cidade.
Até hoje, o nome Erzsebet Báthory é sinônimo de beleza e maldade para os povos de toda a Europa.




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