"Mama,
apesar de vir repetindo esteticamente o mesmo que se tem feito nos filmes do
gênero na última década, não desaponta - pelo menos não tanto. O filme tem
direção de Andres Muschietti estreante em direção e a fotografia fica a cargo
do diretor Antonio Riestra (Amores Brutos - 2000 e Do Fundo do Mar - 1999) é
uma das coisas que mais chama atenção no filme, só perdendo mesmo pra atuação
das meninas Isabelle Nélisse (Lilly) e Megan Charpetier (Victoria). Megan que
pasmem é a "Red Queen" de Resident Evil tem 12 anos, mas já tem um
histórico pra mostrar que manja dos paranauê interpretativo, além de Mama e
Resident Evil ainda conta com A Garota da Capa Vermelha no currículo de atriz.
Já
a pequena Isabelle - que se minhas pesquisas estiverem certas está na casa dos
8 anos - não herdou o dom da atuação sozinha, ela tem uma irmã, Sophie Nélisse
que pra quem não sabe vai ser a protagonista na adaptação pras telonas do livro
"A Menina Que Roubava Livros". Isabelle surpreende primeiro pelo fato
de ser tão nova, mas ainda sim tão expressiva e conseguir dar vida a uma personagem tão complexa. Quem vê suas
primeiras aparições no filme pode não dar lá muita importância pra garotinha,
mas ao longo das cenas vai se tornando algo espetacular de se ver, sobrepujando
em alguns momentos a própria entidade "Mama".
A
história é de fato muito boa, porém pode frustrar quem vai esperando uma trama
bem amarrada. Algumas coisas se perdem ao longo do filme no sentido de que
filmes desse gênero se tornam muito mais apreciáveis quando há um motivo e
explicação paras as coisas acontecerem como acontecem, coisa que no mesmo não
são vistas. Vale salientar que o filme tem na produção Guillermo Del Toro (007
- Quantum Of Solace) que se fez perceber ao longo da obra, pelo menos pra quem
conhece seu trabalho. O filme conta também com a atuação de Nikolaj
Coster-Waldau que apesar do nome complicado é bem conhecido por interpretar o
Jaime Lanister de Game Of Thrones (HBO) que ao encarnar pai e tio das meninas e
em tese ser um personagem chave é escanteado pelo encanto que as jovens atrizes
causam e até mesmo pela belíssima Jessica Chastain (Annabel) outra personagem
que deveria ter tido uma história melhor trabalhada, dada a importância que
toma do meio pra o fim do filme, pra quem não sabe Chastain já fora indicada
duas vezes ao Oscar, a primeira vez em 2011 como atriz coadjuvante em The Help
e outra em 2012 como melhor atriz pelo seu personagem em Zero Dark Thirty. No
geral o filme garante alguns sustos e alguns momentos de admiração pelas pequenas
Lilly e Victoria... Ou melhor Isabelle e Megan.
Por: Daniel Galdino Dias



